sábado, 18 de junho de 2011

OS 10 FILMES MAIS VIOLENTOS DA HISTÓRIA



A OVERDOSE DE SANGUE SINTÉTICO.
O TOP 10 DA GROSELHA E GLUCOSE


Macbeth

DIRETOR - Roman Polanski
ANO - 1971
CENA MAIS PUNK - Macbeth apunhala o rei Duncan várias vezes enquanto dorme, numa cena que não fazia parte da montagem original da peça
A versão mais sangrenta desse clássico de Shakespeare foi filmada dois anos após o assassinato de Sharon Tate, mulher do franco-polonês Roman Polanski. Para os críticos, o trauma do diretor explica o excesso de violência na produção

Tragam-me a cabeça de Alfredo Garcia

DIRETOR - Sam Peckinpah
ANO - 1974
CENA MAIS PUNK - Uma garota grávida tem o braço quebrado pelo próprio pai
Neste western mexicano, um fazendeiro tortura a própria filha e promete 1 milhão de dólares para quem trouxer a cabeça - literalmente - de Alfredo Garcia, que teria engravidado a menina. O bangue-bangue foi proibido na Suécia, Alemanha e Argentina
A MARCA DO DIABO

DIRETOR - Michael Armstrong
ANO - 1970
CENA MAIS PUNK - Uma mulher acusada de bruxaria tem a língua arrancada numa sessão de tortura
As torturas da inquisição medieval são o cenário para esse clássico do horror. Logo na abertura, freiras aparecem sendo estupradas. Alguns cinemas que exibiram o filme distribuíram sacos de vômito para a audiência agüentar o tranco
Aniversário macabro

DIRETOR - Wes Craven
ANO - 1972
CENA MAIS PUNK - Garota arranca pênis de bandido a dentadas
O criador das séries A Hora do Pesadelo e Pânico estreou na direção com esse filme barra-pesada, em que um grupo de criminosos estupra, tortura e mata duas garotas. Não é à toa que o filme ficou proibido por 30 anos na Grã-Bretanha
Taxi Driver-Motorista de taxi

DIRETOR - Martin Scorsese
ANO - 1976
CENA MAIS PUNK - Um gigolô tem os dedos das mãos arrancados a tiros
Neste suspense, Robert de Niro vive um taxista doidão que decide matar um candidato à presidência americana. O tiroteio no bordel é tão sanguinolento que os produtores tiveram de amenizá-lo na pós-produção, tirando um pouco da cor da cena e deixando o sangue com um tom rosado
Assassinos por natureza

DIRETOR - Oliver Stone
ANO - 1994
CENA MAIS PUNK - Com a ajuda do namorado, filha afoga o pai e põe fogo na mãe
Woody Harrelson e Juliette Lewis vivem dois psicopatas que viajam exterminando pessoas. Para tentar diminuir a censura do filme, o diretor Oliver Stone cortou ou refez 150 trechos antes da edição final. Mesmo assim, o suspense foi proibido na Irlanda
Canibal Holocausto

DIRETOR - Ruggero Deodato
ANO - 1980
CENA MAIS PUNK - Uma garota é empalada com uma estaca de madeira que sai pela boca
Para contar essa história sobre canibais famintos, o diretor Ruggero Deodato chegou a matar bichos de verdade. E, para combater uma onda de boatos, teve de levar os atores a um programa de TV na Itália para provar que eles não tinham virado ensopado na selva
Irreversível

DIRETOR - Gaspar Noé
ANO - 2002
CENA MAIS PUNK - Estuprador tem sua cabeça esmagada com um extintor de incêndio
A deusa Monica Belucci interpreta uma mulher estuprada numa cena que dura quase 20 minutos. Além do enredo hardcore, a primeira meia hora desse filme francês tem um incômodo ruído de fundo que provoca náusea e vertigem. No cinema, muita gente desencanava de assistir ao filme no meio da sessão
A História de Rick

DIRETOR - Ngai Kai Lam
ANO - 1991
CENA MAIS PUNK - Homem vira picadinho num moedor de carne gigante
Essa mistura de terror e comédia mistura kung-fu, membros decepados e olhos arrancados. Na cena do moedor de carne, a produção usou tanto sangue falso que o ator que encarnou Ricky não conseguiu tirar o corante vermelho da pele por três dias
Kill Bill - Vol. 1 e 2

DIRETOR - Quentin Tarantino
ANOS - 2003 e 2004
CENA MAIS PUNK - Após uma tremenda surra, A Noiva, grávida, leva um tiro na cabeça
Principalmente na parte 1, o épico de Quentin Tarantino carrega na pancadaria. Na seqüência em que a Noiva enfrenta um exército de mascarados, 57 pessoas vão para o saco. E o ketchup jorra sem dó: ao todo, os produtores usaram mais de 1 700 litros de sangue de mentirinha nos dois filmes

DOWNLOAD DO LIVRO MACBETH  CLICK AQUI

COMEMORAÇÃO DE 25 ANOS DA CANÇÃO DA LEGIÃO URBANA VIRA FILME

Uma das canções mais populares do rock brasileiro comemorou seus 25 anos com grande homenagem da empresa VIVO de telefonia móvel, realizando um filme de cerca de quatro minutos de duração.

A peça publicitária agradou muitos e desagradou amantes fervorosos da banda Legião Urbana porém é certo que o vídeo é o mais popular , ganhando espaço e topo nos TT's do Brasil.

Assista o vídeo na íntegra:


DOWNLOAD DO LIVRO DO SCHOPENHAUER CLIQUE AQUI

sexta-feira, 17 de junho de 2011

Audrey Tautou fala do novo filme "Uma Doce Mentira"

Entrevista para a revista CULT Audrey Tautou fala sobre seu novo filme, numa visita em São Paulo. Muito discreta, vestia-se sem rigor de estrelato e não fazia questão da maquiagem.


                                                            Marília Kodic

Em entrevista, a atriz francesa comenta os novos projetos com Claude Miller e Michel Gondry


Na trama, Tautou, que ficou famosa como a protagonista do filme “O Fabuloso Destino de Amélie Poulain”, vive Émilie Dandrieux, uma jovem dona de um salão de cabeleireiros que, certo dia, recebe um bilhete de amor anônimo. Ao enviar a carta para a mãe, em depressão desde que o marido a abandonou, provoca uma série de desentendimentos.


O filme faz parte do Festival Varilux de Cinema (veja locais e horários ao final da entrevista), e tem estreia comercial prevista para o mês de julho.
Como foi o processo de filmagem de Uma Doce Mentira?
Audrey Tautou: Na verdade, todo o filme foi prazeroso, cada cena era um prazer de encenar, uma coisa muito bem concebida, muito bem escrita. Foi uma alegria fazer esse filme. Tenho muitas anedotas, mas uma delas é que, ao fim do dia, todo dia, íamos fazer piquenique na praia e tomar banho de mar.

Em que cidade foi rodado o filme?
Foi gravado na cidade de Sète, no sul da França, na costa, e é uma cidade muito simpática, bem diferente da atmosfera de Paris. Gostaria de passar pelo menos uma semana por ano lá, realmente me apaixonei pela cidade.
Qual a sua cidade preferida na França?
Além de Sète, as outras duas cidades de que gosto são Bordeaux e Lille.
O filme gira em torno de uma carta de amor anônima. Você já recebeu ou escreveu alguma?
Nunca recebi nem escrevi nenhuma carta anônima, eu sempre assino (risos).
Há alguma semelhança entre você e sua personagem, Emilie?
Não tenho uma relação tão próxima com minha mãe como ela, mas me identifico com a personagem na falta de segurança em mim mesma e na fragilidade.
Há alguma relação entre as personagens Emilie e Amélie (do filme O Fabuloso Destino de Amélie Poulain)?
As duas querem fazer o bem, mas a Emilie faz muita confusão. Ela tem boas intenções, mas não vai pelo mesmo caminho, os métodos dela são menos eficazes, são mais tortos.
O Fabuloso Destino de Amélie Poulain foi um filme que marcou a sua carreira. Que significado ele tem para você?
Com certeza foi um marco, o filme teve um sucesso estrondoso, e foi o que permitiu que eu tivesse outras oportunidades.
E como foi fazer O Código Da Vinci?
Adorei, foi uma experiência muito exótica, porque a indústria americana é uma imensa máquina, formidável. Adorei a oportunidade de trabalhar com Tom Hanks e com o diretor Ron Howard.
Tem previsão de fazer outros filmes hollywoodianos?
Sim, mas não desejo seguir uma carreira em filmes de Hollywood.
Você disse que nunca moraria em Los Angeles. O que a atrai em Paris, lugar em que mora?
Tenho família, amigos, toda a minha vida. E, culturalmente, Paris é muito mais rica. Não tenho nada contra Los Angeles, mas não tenho nenhum elo, nada que me ligue à cidade. É impessoal, muito grande. Além disso, a perspectiva de fazer tudo de carro é deprimente pra mim. Em Paris, ando a pé, de metrô, de bicicleta.
Você deu uma volta pela cidade hoje. Onde foi? Foi reconhecida nas ruas?
Fui ao Masp, vi a exposição permanente, os dois andares. Gostei muito dos artistas brasileiros contemporâneos. Havia um grupo escolar que ficou muito contente em me encontrar (risos).
Você conhece algum artista brasileiro?
Não conheço nenhum artista específico, há o Oscar Niemeyer, na arquitetura, de quem ouvi falar. Mas ainda tenho muito a descobrir.
Quais são seus projetos?
Vou fazer o papel de Thérèse Desqueyroux [romance de François Mauriac com o mesmo título, lançado no Brasil pela Cosac & Naify], no filme que será dirigido por Claude Miller. É justamente a antítese da Emilie, é um mundo muito mais obscuro, negro. Estou muito ansiosa para fazer esse papel.
Michel Gondry a convidou para fazer um filme. Qual será o tema?
Ele fez um curta-metragem, uma pequena animação para me propor o papel. Eu não sei muito no que vai dar, está no início da aventura, vou ter que esperar até o ano que vem pra saber do que se trata. Espero que dê certo.
Festival Varilux de Cinema Francês
Onde: cinemas diversos de 22 cidades brasileiras
Quando: de 9 a 12 de junho
Quanto: preço regular praticado pelos cinemas participantes
Info.: www.festivalcinefrances.com
Publicado pela CULT 08 de junho de 2011

domingo, 12 de junho de 2011

ESPECIAL DIA DOS NAMORADOS ( casais e solteiros )




COM OS FERORMÔNIOS NO AR O AMOR, A SEDUÇÃO A ATRAÇÃO ESTÁ A TODA A PARTE, E COM ELES O OUTRO LADO DA MOEDA: A FRUSTRAÇÃO, A SOLIDÃO.
COMO ONTEM EM MUITAS PARTES DO BRASIL A FORA INICIARAM AS FESTIVIDADES DAS FESTAS JUNINAS COM HOMENAGENS A SANTO ANTÔNIO- SANTO CASAMETEIRO- FORA UM BOM MOMENTO PARA ARRANJAR UM BOM PARTIDO, MUITAS DAS FESTAS SE ESTENDEM ATÉ HOJE MAS HÁ AQUELES QUE PREFEREEM FICAR JUNTINHOS NO APEGO DA TELINHA ENTÃO VAI AI UMA LISTA DE FILMES PARA OS CASAIS E TAMBÉM PARA OS SOLITÁRIOS, POR QUE O QUE IMPORTA É SE INTERTER.


 Aconteceu em Woodstock
Inspirado em fatos reais, o filme de Ang Lee conta a história de Elliot, que volta para sua cidade natal para tentar salvar o hotel de seus pais da falência. O jovem, então, oferece o hotel e terrenos na cidade para organização de um show, mas não imaginava a proporção do que viria a ser Woodstock.


Dan é um pai viúvo, com três filhas, que trabalha em um jornal de sua cidade. Ele é uma pessoa que vive sob rígidas regras de boa conduta. Porém, quando conhece Marie, uma mulher encantadora, Dan passa a questionar essas regras, pois descobre que Marie é a namorada de seu irmão mais novo. 

 Amor, Sublime Amor
Nos subúrbios de Nova York, nos anos 50, duas gangues vivem em conflito constante: os Sharks e os Jets. Quando o ex-líder dos Jets e a irmã do atual líder da gangue rival se apaixonam, os orgulhos ficam feridos e a disputa se torna ainda mais acirrada.

Recém-Casados
Tom e Sarah se casam contra a vontade da familia dela. Enquanto embarcam para a lua-de-mel na Europa, os pais dela mandam seu ex-namorado atrás deles, com a missão de acabar com o casamento.


A outra

Na Inglaterra do século 16, duas irmãs, Mary e Anne Boleyn, lutam ferozmente pelo posto de esposa do Rei Henrique VIII.


 Não estou lá
O filme mostra uma jornada dentro da vida das várias fases do cantor Bob Dylan. Seis atores diferentes retratam o artista em uma série de personalidades. Com Cate Blanchett, Christian Bale e Heath Ledger.

O Som Do Coração
Uma incrível viagem na velocidade do som.Um drama com elementos de fantasia onde um órfão com dotes musicais prodigiosos utiliza o seu talento para encontrar seus pais.


Perseguição
Persecution
Agora ele está só e confuso.O solitário Daniel e sua namorada Sonia têm um relacionamento de amor e ódio. O aparecimento de um estranho homem na vida de Daniel é o começo de uma mudança. A perseverança dessa pessoa mina o relacionamento de Daniel e Sonia, e deixa Daniel com muitas perguntas.

Amor Sem Idade
A história de um homem com uma imaginação que o controla. Max Kohn é um escritor de setenta anos angustiado pelo crescente enfraquecimento de seu corpo e seu baixo desempenho sexual. Dormido em um trem de Amtrak, Max sonha que o condutor lhe pergunta se ele ainda faz sexo com mulheres. O interrogatório torna-se tão tenso e angustiante que Max acorda, ainda transtornado. Assim, começa um processo onde Max sonha acordado, flerta, deseja amores perdidos, e coloca sua angústia em uma obra literária.

O Ilusionista
O famoso ilusionista Eisenheim (Edward Norton) assombra as platéias de Viena com seu impressionante espetáculo de mágica. Suas apresentações despertam a curiosidade de um dos mais poderosos e céticos homens da Europa, o Príncipe Leopold (Rufus Sewell). Certo de que as mágicas não passam de fraudes, Leopold vai ao show de Eisenheim disposto a desmascará-lo. Quando Sophie (Jessica Biel), noiva de Leopold, é chamada ao palco para participar de um número, ela reconhece em Eisenheim uma paixão juvenil. Eles iniciam um romance clandestino e o príncipe delega a um inspetor de polícia (Paul Giamatti) a missão de expôr a verdade por trás do trabalho do mágico. Este, no entanto, prepara-se para executar a maior de suas ilusões.

Entre mais uma lista:
Um Amor Para Recordar
Uma Linda Mulher
Cidade dos Anjos
Um Lugar Chamado Nothing Hill
Como Perder um Homem em 10 Dias
Shakespeare Apaixonado
Dirty Dancing
No Balanço do Amor
Simplesmente Amor
Edward Mãos de Tesoura
Moulin Rouge
Como Se Fosse a Primeira Vez
De Repente 30
O Casamento do Meu Melhor Amigo
Para Sempre Cinderela
O Melhor Amigo da Noiva
Nunca Fui Beijada
O Diário de Bridget Jones
Segundas Intenções
10 Coisas que Eu Odeio em Você
O Amor é Cego
Casamento Grego
Mensagem Para Você
Quem Vai Ficar Com Mary?
Amor à Segunda Vista
Um Príncipe Em Minha Vida
Ela é Demais
Patch Adams – A Amor É Contagioso
Quero ficar Com Polly
Antes Que Termine o Dia

quinta-feira, 9 de junho de 2011

Aluna de 22 anos afirma: 'Não pago pedágio em lugar nenhum'. O texto está correndo o Brasil!



"A Inconstitucionalidade dos Pedágios", desenvolvido pela aluna do 9º semestre de Direito da Universidade Católica de Pelotas (UCPel) Márcia dos Santos Silva choca, impressiona e orienta os interessados.

A jovem de 22 anos apresentou o "Direito fundamental de ir e vir" nas estradas do Brasil. Ela, que mora em Pelotas, conta que, para vir a Rio Grande apresentar seu trabalho no congresso, não pagou pedágio e, na volta, faria o mesmo. Causando surpresa nos participantes, ela fundamentou seus atos durante a apresentação.
Márcia explica que na Constituição Federal de 1988, Título II, dos "Direitos e Garantias Fundamentais", o artigo 5 diz o seguinte:

"Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade " E no inciso XV do artigo: "é livre a locomoção no território nacional em tempo de paz, podendo qualquer pessoa, nos termos da lei, nele entrar, permanecer ou dele sair com seus bens".

A jovem acrescenta que "o direito de ir e vir é cláusula pétrea na Constituição Federal, o que significa dizer que não é possível violar esse direito. E ainda que todo o brasileiro tem livre acesso em todo o território nacional O que também quer dizer que o pedágio vai contra a constituição".

Segundo Márcia, as estradas não são vendáveis. E o que acontece é que concessionárias de pedágios realiza contratos com o governo Estadual de investir no melhoramento dessas rodovias e cobram o pedágio para ressarcir os gastos. No entanto, no valor da gasolina é incluído o imposto de Contribuição de Intervenção de Domínio Econômico (Cide), e parte dele é destinado às estradas.

"No momento que abasteço meu carro, estou pagando o pedágio. Não é necessário eu pagar novamente Só quero exercer meu direito, a estrada é um bem público e não é justo eu pagar por um bem que já é meu também", enfatiza.

A estudante explicou maneiras e mostrou um vídeo que ensinava a passar nos pedágio sem precisar pagar. "Ou você pode passar atrás de algum carro que tenha parado. Ou ainda passa direto. A cancela, que barra os carros é de plástico, não quebra, e quando o carro passa por ali ela abre.

Não tem perigo algum e não arranha o carro", conta ela, que diz fazer isso sempre que viaja. Após a apresentação, questionamentos não faltaram. Quem assistia ficava curioso em saber se o ato não estaria infringindo alguma lei, se poderia gerar multa, ou ainda se quem fizesse isso não estaria destruindo o patrimônio alheio. As respostas foram claras. Segundo Márcia, juridicamente não há lei que permita a utilização de pedágios em estradas brasileiras.

Quanto a ser um patrimônio alheio, o fato, explica ela, é que o pedágio e a cancela estão no meio do caminho onde os carros precisam passar e, até então, ela nunca viu cancelas ou pedágios ficarem danificados. Márcia também conta que uma vez foi parada pela Polícia Rodoviária, e um guarda disse que iria acompanhá-la para pagar o pedágio. "Eu perguntei ao policial se ele prestava algum serviço para a concessionária ou ao Estado.

Afinal, um policial rodoviário trabalha para o Estado ou para o governo Federal e deve cuidar da segurança nas estradas. Já a empresa de pedágios, é privada, ou seja, não tem nada a ver uma coisa com a outra", acrescenta.

Ela defende ainda que os preços são iguais para pessoas de baixa renda, que possuem carros menores, e para quem tem um poder aquisitivo maior e automóveis melhores, alegando que muita gente não possui condições para gastar tanto com pedágios. Ela garante também que o Estado está negando um direito da sociedade. "Não há o que defender ou explicar. A constituição é clara quando diz que todos nós temos o direito de ir e vir em todas as estradas do território nacional", conclui. A estudante apresenta o trabalho de conclusão de curso e formou-se em agosto de 2008.
Ela não sabia que área do Direito pretende seguir, mas garante que vai continuar trabalhando e defendendo a causa dos pedágios.

FONTE: JORNAL AGORA



DOWNLOAD DO LIVRO O ALIENISTA CLIQUE AQUI

sábado, 28 de maio de 2011

Joy Division - Love Will Tear Us Apart (melodica)




Escaleta, também conhecido como melódicaclavieta ou piânica, é um instrumento musical. Consiste num aerofone de palhetas livres, com funcionamento semelhante ao acordeão e à harmónica de boca. Possui um teclado análogo ao do piano, em proporções reduzidas. Toca-se soprando através do orifício localizado na extermidade do instrumento e pressionando as teclas respectivas às notas que se deseja tocar. A extensão do instrumento varia de acordo com o modelo, estando, geralmente, entre duas e três oitavas.
O seu uso sempre esteve ligado a fins educativos, sendo utilizado em aulas de musicalização infantil, mas muitos compositores e instrumentistas populares também a utilizam, por seu timbre peculiar e seu caráter ágil, que possibilitam bons solos de improvisação.
É um instrumento usado frequentemente em apresentações e concursos de bandas e fanfarras.
Ao pressionar uma tecla, abre-se o caminho para a passagem do ar pela palheta correspondente. Com a passagem do ar, a palheta vibra gerando a nota.
fonte: wikipedia

A ERA DE FRANKENSTEIN - Eduardo Galeano

TEATRO DO BEM E DO MAL 


Em seu romance Admirável Mundo Novo, Aldous Huxley profetizou a fabricação em série de seres humanos. Em tubos de laboratório, os embriões se desenvolveriam conforme suas futuras funções na escala social, desde os alfas, destinados ao mando, até os ipsilones, produzidos para a servidão.
Setenta anos depois, a biogenética nos promete, como brinde do nascente milênio, uma nova raça humana. Mudando o código genético das gerações vindouras, a ciência produzirá seres inteligentes, belos, sãos e talvez imortais, de acordo com o preço que cada família possa pagar.
James Watson, prêmio Nobel, descobridor da estrutura do DNA e chefe do Projeto Genoma Humano, prega o despotismo científico. Watson não aceita nenhum limite à manipulação das células humanas reprodutivas: nenhum limite à investigação nem ao negócio. Sem papas na língua, proclama: “Devemos nos manter a margem das normas e das leis”.
Gregory Pence, que leciona Ética Médica na Universidade de Alabama, reivindica o direito dos pais de escolher o filho que terão “do mesmo modo que os canicultores fazem cruzamentos para obter o cão mais adequado a uma família”.
E o economista Lester Thurow, do Massachusetts Institute of Technology, exitoso teórico do êxito, pergunta-se quem poderia negar-se a programar um filho com maior coeficiente intelectual. “Se você não o fizer”, adverte, “seus vizinhos o farão, e seu filho será o mais estúpido do bairro”.
Se a sorte nos acompanhar, os viveiros do futuro haverão de gerar superbebês parecidos com estes gênios. O aperfeiçoamento da espécie já não requererá os fornos de gás onde a Alemanha purificou a raça, nem a cirurgia que os Estados Unidos, a Suécia e outros países aplicaram para evitar a reprodução de produtos humanos de má qualidade. O mundo fabricará pessoas geneticamente modificadas, como fabrica, atualmente, alimentos geneticamente modificados.



2001, uma odisséia no espaço: já estamos em 2001 e já comemos comida química, como havia anunciado, há mais de trinta anos, a película de Stanley Kubrick. Agora, os gigantes da indústria química nos dão de comer. Questão de siglas: depois do DDT e do PCB, que por fim foram proibidos, embora já se soubesse, há muitos anos, que davam mais mortalidade do que felicidade, chegou a vez dos GM, os alimentos geneticamente modificados. Desde os Estados Unidos, Argentina e Canadá, os GM invadem o mundo inteiro, e todos somos cobaias dessas experiências gastronômicas dos grandes laboratórios. 
Na verdade, nem sequer sabemos o que comemos. Com escassas exceções, os invólucros não nos informam se o produto contém ingredientes que sofreram manipulação de um ou vários genes. A empresa Monsanto, a principal provedora, não faz constar este dado em suas etiquetas de origem, nem sequer no caso de leite proveniente de vacas tratadas com hormônios transgênicos de crescimento. Esses hormônios artificiais favorecem o câncer de próstata e de seio, segundo várias investigações publicadas em The Lancet, Science, The International Journal of Health Services e outras revistas científicas, mas a Food and Drug Administration dos Estados Unidos autorizou a venda do leite sem menção nas etiquetas, porque ao fim e ao cabo os hormônios apressam o crescimento e aumentam o rendimento, e portanto também aumentam a rentabilidade.

O primeiro é o primeiro, e o primeiro é a saúde da economia. De qualquer modo, quando a Monsanto vê-se obrigada a confessar o que vende, como nos caso dos herbicidas, a coisa não muda muito. Há um par de anos, a empresa teve de pagar uma multa por “75 menções inexatas” nos recipientes do venenoso herbicida Roundup. Fizeram-lhe um precinho camarada. Pagou três mil dólares por cada mentira.
Alguns países se defendem, ou ao menos tentam defender-se. Na Europa, a importação de produtos da engenharia genética está proibida em alguns casos, e em outros submetida a controle. Desde 1998, por exemplo, a União Européia exige etiquetas claras para a soja geneticamente modificada, mas torna-se muito difícil levar à prática esta boa intenção. O rastro se perde nas múltiplas combinações: segundo o Greenpeace, a soja GM está presente em 60% de toda a comida processada que é oferecida nos supermercados do mundo.
Nas manifestações ecológicas, um grande peixe levanta um cartaz: Não se metem com meus genes. Ao lado, um tomate gigante exige o mesmo. Em todo o mundo, multiplicam-se as vozes de protesto. A atitude européia é um resultado da pressão da opinião pública. Quando os granjeiros franceses incendiaram os silos cheios de milho transgênico, por causa dos danos notórios que fazia ao ecossistema, o agitador camponês José Bové se converteu em herói nacional, um novo Asterix que alegou, em sua defesa:
            - Nós, os granjeiros e os consumidores, quando fomos consultados sobre isso? Nunca. 
O governo francês, que o prendera, desautorizou os cultivos do milho inventado pela biotecnologia. Algum tempo depois, a empresa norte-americana Kraft Foods devolveu milhões de tortas de milho transgênico, incomodada com as queixas dos consumidores que tinham sofrido reações alérgicas. Enquanto isso, a chanceler Madeleine Albright dizia e repetia na Europa, porque isso é obrigação prioritária da diplomacia norte-americana: “Não há nenhuma prova de que os alimentos geneticamente modificados sejam prejudiciais à saúde ou ao ambiente”.
Os europeus têm concretos motivos para desconfiar das piruetas tecnocráticas na mesa da copa. Estão ressabiados por sua recente experiência com as vacas loucas. Enquanto comiam pasto e alfafa, durante milhares de anos, as vacas se comportaram com uma Gordura exemplar e aceitaram, resignadas, seu destino. Assim foi, até que o louco sistema que nos rege decidiu obrigá-las ao canibalismo. As vacas comeram vacas, engordaram mais, deram à humanidade mais carne e mais leite, foram felicitadas por seus donos e aplaudidas pelo mercado -  e acabaram loucas. O assunto deu origem a muitas piadas, até que começou a morrer gente. Um morto, dez, vinte, cem... 
Em 1996, o ministério britânico da Agricultura havia informado à população que a ração de sangue, sebo e gelatina de origem animal era um alimento seguro para o gado e inofensivo para a saúde humana. 
Eduardo Galeano, nasceu em Montevidéu, Uruguai, em 1940. É autor de vários livros, traduzidos em mais  de vinte países, e de uma vasta obra jornalística.
           
Sempre cheio de verve e de compaixão, Galeano esmiúça a evolução e a história humana, mostrando por que é considerado um dos mais importantes e originais pensadores da atualidade. 



terça-feira, 24 de maio de 2011

Ensaio sobre vômito




Após uma longa e dificultosa digestão
E contrações estomacais, diante de um bolo
Alimentar que insiste em não digerir.
Tudo aquilo que se pôs dentro de mim insiste em ficar
Atormentando meu ser , nem ao menos um arroto para aliviar
Toda a pressão exercida
Não me ofereceram um ENO se quer
Vomitei
Pus todo aquele líquido ácido e denso para fora
Alívio
Esperei três dias para ver se algo acontecia com o vômito
Moscas deliciavam daquela podridão
Ainda havia esperança para vômito
Após nutrir-se usou dele para a postura de seus ovos
Um mundo maravilhoso estava se formando naquela poça
Decidi deixar por mais alguns dias
Eclodiram os ovos das moscas
Belo
A vida buscava um rumo
Notei  um emaranhado hifal brotando no canto inferior pouco menos iluminado
Noutro dia as larvas vorazmente, devoravam todo os detritos de alimentos que ainda persistiam em existir
O bolor aumentou seu tamanho onde as larvas podiam adentar por ele
Um mundo existiu
O fedor começou a diminuir                                                                
As larvas começaram a ficar negras e morrerem
Misturando-se ao material orgânico do vômito
Mas o bolor por sua vez continuava aumentar
Alvo belo
Duas semanas passadas não havia mais sinais de fungo
Onde estava meu vômito?
Minha dor, meu horror, minha angústia?
Digerida por um fungo?
Não
Estava apenas na minha doce mente onde moscas de padarias vêem se alimentar
Freqüentemente.