terça-feira, 12 de abril de 2011

Homo sapiens sapiens



Decidi
Vou me entregar
A uma vida sintética
A plástica modulada pela sociedade
Amargo tornar-me-ei
Ácido botulitico injetaram no seios da minha face
Para um sorriso esplêndido
Pronto, vocês venceram.
Morte em vida onde um sol insiste a brilhar todos os dias
 Na janela do meu quarto como uma prostituta que grita por liberdade .
Sou um fiasco da existência
O homem que sabe que sabe é mais dolorido que não saber de sua existência
E somente viver ou sobreviver.

                                                 ED?

GIARDIA WARHORL


                                                                                    Lorena Locateli

segunda-feira, 11 de abril de 2011

VIDA DE UNIVERSITÁRIO - parte II

A BEBIDA SAGRADA


Há cerca de 10 mil anos, o homem antigo descobriu, por acaso, o processo de fermentação, no que surgiram, em pequena escala, as primeiras bebidas alcoólicas. Mais tarde, a cerveja era produzida inicialmente pelos padeiros, devido a natureza dos ingredientes que utilizavam: leveduras e grãos de cereais. A cevada era deixada de molho até germinar e, então, moída grosseiramente, moldada em bolos aos quais se adicionava a levedura. Os bolos, após parcialmente assados e desfeitos, eram colocados em jarras com água e deixados fermentar.
Há evidências de que a prática da cervejaria originou-se na região da Mesopotâmia onde a cevada cresce em estado selvagem. 

Os primeiros registros de fabricação de cerveja têm aproximadamente 6 mil anos e remetem aos Sumérios, povo mesopotâmico. A primeira cerveja produzida foi, provavelmente, um acidente. Documentos históricos mostram que em 2100 a.C. os sumérios alegravam-se com uma bebida fermentada, obtida de cereais. Na Suméria, cerca de 40% da produção dos cereais destinavam-se às cervejarias chamadas "casas de cerveja", mantida por mulheres. Os egípcios logo aprenderam a arte de fabricar cerveja e carregaram a tradição no milênio seguinte, agregando o líquido à sua dieta diária.

A cerveja produzida naquela época era bem diferente da de hoje em dia. Era escura, forte e muitas vezes substituía a água, sujeita a todos os tipos de contaminação, causando diversas doenças à população. Mas a base do produto, a cevada fermentada, era a mesma.

E foi aí que a bebida definitivamente ganhou seu nome latino pelo qual conhecemos hoje. Os gauleses denominavam essa bebida de cevada fermentada de “cerevisia” ou “cervisia” em homenagem a Ceres, deusa da agricultura e da fertilidade.

Com a posterior invenção de instrumentos científicos (termômetros e outros), bem como o aperfeiçoamento de novas técnicas de produção, o que bebemos hoje é uma agregação de todas as descobertas que possibilitaram o aprimoramento deste nobre líquido.

Este líquido dourado brilhante e espumante no qual fascina e embrega a humanidade a milênios detém forte influência  sob a vida dos Universitários. Nas baladas, comemorações, bares, butecos, finais de provas, desilusões amorosas, iniciativas amorosas, lá está ela a cerveja como figura principal na  vida acadêmica.

Quem nunca ouviu a célebre frase: "depois da aula a gente vai tomar uma cerveja!" ou algo parecido ?

Ela é tão idolatrada e seu fascínio é tão grande que detentos de Ji-paraná-Rondônia, decidiram fabricar no presídio a própria cerveja com restos de arroz, os policiais encontraram 90 litros da cerveja pronta para o consumo, incrível né? fica aí a sugestão galera universitária guarde seu arroz mofado que vou ensinar como produzir sua própria cerveja.

Não esqueça, se beber não dirija. 
Seja responsável com ou sem álcool educação é um ato cívico.

   


LINK DO LIVRO A Igreja do Diabo - Machado de Assis
                              DOWNLOAD AQUI



sexta-feira, 8 de abril de 2011

17 ANOS SEM O GAROTO QUE CHEIRAVA PERFUME


A 17 anos atrás  neste mesmo dia um eletricista encontra o corpo de Kurt Donald Cobain ,( Aberdeen,20 de Fevereiro de 1967 - Seattle 5 de Abril de 1994) foi um cantor, compositor e músico estunidense, mais conhecido como o vocalista e guitarrista da banda grunge NIRVANA.  
Com o single SMELLS LIKE TEEN SPIRIT do segundo álbum do Nirvana, NEVERMIND (1991), o Nirvana encontrou o sucesso, popularizando um subgênero do rock alternativo chamado grunge. Outras bandas grunge de Seatlle, como Alice and Chains, Pearl Jam e Soundgarden ganharam também um vasto público e, como resultado, rock alternativo tornou-se um gênero dominante no rádio e na televisão nos E.U.A. do início à metade da década de '90. O Nirvana foi considerada a banda "carro-chefe da Geração X", e seu vocalista, Kurt Cobain, viu-se com ungido pela mídia como porta-voz da geração, mesmo contra sua vontade.Cobain estava desconfortável com a atenção que recebeu, e colocou seu foco na música da banda, acreditando que a mensagem da banda e sua visão artística tinham sido má interpretadas pelo público, desafiando a audiência da banda com o seu terceiro álbum In Utero (1993).
Sua depressão aumentou, várias tentativas de suicídios o levaram para uma clínica em L.A. na qual ele conseguiu fugir e pegar um avião de volta pra Seattle. 
Seus últimos dias continuam uma incógnita, como propriamente sua morte, pois a quantidade de drogas encontrada no seu organismo era incapaz de levantar a arma e disparar a arma.no organismo do Kurt foram encontrada em altas doses de heroína e valium.
Kurt deixou uma carta suicida para seu amigo imaginário.
Sua morte foi dada por médicos legistas como dia 5 de Abril de 1994 mas seu corpo fora encontrado no dia 8.
Kurt Cobain pode  ter ido mas deixou seu legado a toda uma geração tornou-se um símbolo de rebeldia e liberdade em tempos de anos perdidos e sem sentido de viver Kurt era a expressão suprema do sentimento coletivo juvenil, o isolamento de um mundo no qual estava se desestruturando,o sofrimento do bullyng, preconceito, homofobia, direitos sexuais, desestruturação familiar, crise mundial, e a forte depressão que assolava o mundo.
"Kurt Smells Like Teen Spirit" (KATHLEEN HANNA) 
"é tão extranho os bons morrem jovens." (RENATO RUSSO)

IMAGENS:deldorado.com.br / http://www.inbloomhp.kit.net/raras.htm

segunda-feira, 4 de abril de 2011

BIOÉTICA



Para Aristóteles, na biologia (ciências naturais) é possível não só a teoria pura, mas também uma episkepsis: uma investigação que intervém no seu objeto e cujas partes (sangue, carne, osso, etc.) ele toma mais exatamente diante dos olhos através da dissecação.

ANTES MESMO, ALGUNS ARTISTAS DA RENASCENÇA JÁ DESPOJAVAM DE EXPERIMENTOS E VIVISECÇÕES, PARA MELHOR COMPREENDER A ANATOMIA HUMANA E TRANSPOR A ARTE ACIMA DA VIDA.

A história do espantoso progresso científico humano, especialmente a partir da Revolução Industrial no século XVIII, não é marcada apenas pelos triunfos pontuais do homem sobre a força brutal da natureza ou pela apreensão intelectual das leis físicas e químicas que regem o universo, para posterior aplicação técnica.

Frankenstein (Mary Shelley)

romance gótico   
[...] têm um pé na ficção científica, utilizando muitos dos seus aparatos
exteriores (cenários, personagens, artefatos) mas que se recusam a lidar com
a lógica, a verossimilhança e a plausibilidade científica que os adeptos de
ficção científica usam [...] Na ciência gótica, a parafernália tecnológica e a
pseudo-racionalização materialista estão a serviço de situações bizarras,
grotescas, impressionantes. (TAVARES, 2003, p.15)
O exemplo clássico dessa forma literária, como aponta Tavares, é o próprio romance Frankenstein, por representar um divisor de águas na Literatura Gótica ao apresentar a ciência como um elemento causador da mesma angústia e inquietação antes exclusivamente gerada pelo sobrenatural.
CONTRIBUIÇÃO DO NAZISMO

PARA A CIÊNCIA E SUA FALTA DE ÉTICA


OS DOUTORES DA AGONIA

Eles utilizaram humanos como cobaias de pesquisas macabras. Agora estudos dizem que essas experiências guardam informações valiosas para a humanidade.

Os cientistas envolvidos no projeto científico-militar alemão eram de primeira linha. Fritz Haber, por exemplo, foi responsável por uma descoberta que não só permitiu à Alemanha prolongar a 1ª Guerra, mas hoje nos permite produzir alimentos para 6 bilhões de pessoas: a técnica de fixação da amônia a partir do nitrogênio do ar serviu tanto à criação de explosivos quanto ao desenvolvimento de fertilizantes baratos.

Otto Hahn, outro ganhador do Nobel que liderou um ataque com gás, foi um dos descobridores do processo de fissão nuclear, usado em bombas atômicas e em usinas nucleares. “O Exército alemão se convenceu de que a ciência desenvolveria armas superiores, que compensariam as restrições à produção de armamentos impostas pelo Tratado de Versalhes”.

Médicos como Hirt e Hallervorden Encomendou 115 prisioneiros a Auschwitz, que foram prontamente executados. Em agosto, recebeu mais 80 cadáveres para estudos sobre a superioridade anatômica do povo ariano.
Hallervorden formou uma coleção que, em 1944, contava com 697 cérebros.
Hallervorden formou uma coleção que, em 1944, contava com 697 cérebros.
Sigmund Rascher, responsável pelo campo de concentração de Dachau: usar cobaias humanas vivas. “Sou, sem dúvida, o único que conhece por completo a fisiologia humana, porque faço experiências em homens e não em ratos”, dizia.


1. Auschwitz-Birkenau (abril de 1940 a janeiro de 1945)
Número de mortos - 1,1 milhão a 1,5 milhão.
Experiências - Pesquisas com gêmeos e anões; infecção com bactérias e vírus; eletrochoque; esterilização; remoção de partes de órgãos; ingestão de veneno; criação de feridas para testar novos medicamentos; operações e amputações desnecessárias.
2. Buchenwald (julho de 1937 a abril de 1945)
Número de mortos - 56 mil.
Experiências - Operações e amputações desnecessárias; contaminação com febre amarela, cólera e tuberculose; ingestão de comida envenenada; queimaduras com bombas incendiárias.
3. Ravensbrück (maio de 1939 a abril de 1945)
Número de mortos - Mínimo de 90 mil.
Experiências - Pesquisas fisiológicas, com remoção e transplante de nervos, músculos e ossos; esterilização; fuzilamento com balas envenenadas.
4. Dachau (março de 1933 a abril de 1945)
Número de mortos - Mínimo de 30 mil.
Experiências - Testes de hipotermia com exposição ao frio; câmeras de baixa pressão; infecção com vírus da malária; privação de líquidos com ingestão de água salgada.
5. Sachsenhausen (julho de 1936 a abril de 1945)
Número de mortos - 100 mil.
Experiências - Inalação e ingestão de gás mostarda; infecção forçada pelo vírus da hepatite; fuzilamento com munição envenenada.
6. Natzweiller-Struthof (maio de 1941 a setembro de 1944)
Número de mortos - 25 mil.
Experiências - Utilização de prisioneiros como “viveiros” de bactérias e vírus como os do tifo, varíola, febre amarela, cólera e difteria.

Sob a influência de diversas atrocidades ocorridas no contesto histórico da época a literatura se manifesta com a história do Dr. Henry Jekyll -1948.
Um renomado Dr Henry Jekyll quer separar os aspectos benéficos e maléficos da natureza humana. Por meio de uma droga desenvolvida secretamente por ele em seu laboratório, ele consegue liberar seu lado mal incorporado na forma de Mr Hyde.
  
 Código de Noremberg

Surgido ao final da II Guerra Mundial 1947, quando o Tribunal Militar Internacional processou criminosos de guerra nazistas, incluindo médicos nazistas que haviam realizado experimentos em prisioneiros nos campos de concentração.
O código clarificou muitos dos princípios básicos que regem a conduta ética em pesquisas. A primeira cláusula do documento aponta para o fato de que "o consentimento informado do sujeito humano é absolutamente essencial". O código aborda ainda outros detalhes implícitos em tal exigência:

- capacidade para consentir
- liberdade de coerção
- compreensão dos riscos e benefícios envolvidos

Outros preceitos requerem: a minimização de riscos e danos, um balanço risco-benefício favorável, que os pesquisadores sejam qualificados e utilizem delineamentos/desenhos apropriados para pesquisa e, ainda, a liberdade do participante para desistir a qualquer momento.

O código não menciona, especificamente, pesquisas clínicas realizadas em pacientes portadores de doenças, um descuido que foi suprido em códigos e regulamentos mais recentes.

A questão dos direitos dos animais e a sua utilização em pesquisas vem sendo discutida desde o século XVII. O filósofo Jeremy Bentham, em 1789, já questionava:
A questão não é podem eles raciocinar ?
Ou então, podem eles falar ?
Mas, podem eles sofrer ?
Claude Bernard, em 1865, também se pronunciou sobre este mesmo assunto:
"Nós temos o direito de fazer experimentos animais e vivisecção? Eu penso que temos este direito, total e absolutamente. Seria estranho se reconhecessemos o direito de usar os animais para serviços caseiros e alimentação, mas proibir o seu uso para o ensino de uma das ciências mais úteis para a humanidade. Experimentos devem ser feitos tanto no homem quanto nos animais. Penso que os médicos já fazem muitos experimentos perigosos no homem, antes de estudá-los cuidadosamente nos animais. Eu não admito que seja moralmente aceitável testar remédios mais ou menos perigosos ou ativos em pacientes hospitalizados, sem primeiro experimentá-los em cães. Eu provarei, a seguir, que os resultados obtidos em animais podem ser todos conclusivos para o homem, quando nós sabemos como experimentar adequadamente. "
A pesquisa em animais deve ter como diretrizes mínimas:
a definição de objetivos legítimos;
a imposição de limites à dor e ao sofrimento;
a fiscalização de instalações e procedimentos;
a garantia de tratamento humanitário, e a responsabilização pública.

Relatório Warnock
A pesquisa em embriões humanos foi muito realizada nas décadas de 1960 e 1970 com o objetivo de disponibilizar técnicas de reprodução assistida.
No relatório Warnock, publicado em 1984 no Reino Unido para esclarecer as questões sobre reprodução e embriologia.
As novas pesquisas com céluas-mãe ou células tronco têm despertado grande debate, pois se utilizam de embriões para fins não-reprodutivos, apenas  como fonte de células totipotentes, visando a sua possível aplicação terapêutica.

O último ponto fundamental é a avaliação prévia por um Comitê de Ética em Pesquisa independente. Neste Comitê devem participar pesquisadores de reconhecida competência, além de representantes da comunidade. Deve ser garantida a participação de homens e mulheres. O Comitê deve avaliar os aspectos éticos do projeto de pesquisa assim como a integridade e a qualificação da equipe de pesquisadores.

A Bioética se realiza a partir de reflexões que assumem a complexidade, a interdisciplinaridade e o compartilhamento de idéias como características básicas. Este tema é por demais complexo para ser tratado apenas de forma emocional. Nesta situação não pode haver um lado vencedor e um lado perdedor, se assim for encarada a atual situação de deliberação pelo Supremo Tribunal Federal, a sociedade sairá perdendo.


1. É comum vivermos no meio de muitos pobres e miseráveis, sem o reconhecimento efetivo dos direitos fundamentais (vida, saúde, moradia, educação, saneamento básico etc.); é comum assistirmos e, talvez, contribuirmos para a o desrespeito à vida e a poluição do meio ambiente: mas tudo isso não é normal.
2. “Reto conhecimento, reta intenção, reta palavra, reta ação, reta vida, reto esforço, reto saber, reta meditação” [Buda] (Sermão de Benares).
3. “O homem, quando virtuoso, é o mais excelente dos animais, mas, separado da lei e da justiça, é o pior de todos” [Aristóteles ](Política, Livro I).
4. “Tudo o que quereis que os homens vos façam, fazei-o vós mesmos a eles” [Mateus 7,12].
5. “Age de tal maneira que uses a humanidade, tanto na tua pessoa como na pessoa de qualquer outro, sempre e simultaneamente como fim e nunca simplesmente como meio” [Kant] (Fundamentação da metafísica dos costumes, 2ª seção).